Decreto de Lula fixa salário mínimo em R$ 1.621 para 2026; saiba o que muda para 62 milhões de pessoas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto que define o novo salário mínimo nacional para 2026 em R$ 1.621. O novo valor, que representa um aumento de R$ 103, entrou em vigor a partir do dia 1º de janeiro. Por consequência, este reajuste impacta diretamente o poder de compra de mais de 60 milhões de trabalhadores e beneficiários do INSS, além de injetar bilhões na economia.
O Decreto nº 12.797 oficializou o novo piso salarial. Em seguida, o Diário Oficial da União publicou a norma no dia 24 de dezembro de 2025, consolidando a correção anual.
📊 Entenda como o governo calculou os R$ 1.621
A política de valorização do salário mínimo, vigente desde 2023, determinou o cálculo. Esta política combina dois fatores principais:
- Primeiramente, a inflação oficial medida pelo INPC, que ficou em 4.18% em 12 meses até novembro de 2025.
- Além disso, o crescimento real da economia (PIB) de dois anos antes, registrado em 3.4% para 2024.
Originalmente, a soma destes percentuais resultaria em R$ 1.636. No entanto, uma nova lei de 2024 estabeleceu um limite. Consequentemente, um teto de 2.5% para o ganho real acima da inflação reduziu o aumento final. Dessa forma, o cálculo final aplicou 4.18% (inflação) + 2.5% (ganho real), totalizando 6.68% e chegando aos R$ 1.621.
👥 Impacto direto: quem ganha com o reajuste?
O novo valor afeta uma vasta parcela da população e diversos benefícios. Por exemplo:
- Trabalhadores formais: Cerca de 62 milhões de pessoas recebem o salário mínimo ou têm vínculos com esse piso.
- Aposentados e pensionistas do INSS: Todos os benefícios pagos no valor do mínimo seguem o reajuste.
- Benefícios sociais: O reajuste eleva automaticamente o Seguro-Desemprego, o BPC e o Abono Salarial do PIS/Pasep.
- Economia: Estima-se que o reajuste injete R$ 81.7 bilhões na economia brasileira, segundo o Dieese.
⚖️ Valor oficial ainda fica distante do necessário
Apesar do ganho real, especialistas apontam uma grande lacuna. Portanto, o valor oficial permanece muito abaixo do custo de vida. Um estudo do Dieese de novembro de 2025 mostrou que uma família de quatro pessoas precisaria de R$ 7.067,18 para suas despesas básicas – um valor mais de quatro vezes superior ao novo mínimo.
💼 Consequências para as contas do governo
O aumento também pressiona o orçamento federal. De acordo com as contas do governo, cada R$ 1 a mais no mínimo gera uma despesa extra de cerca de R$ 420 milhões. Sendo assim, o acréscimo de R$ 103 em 2026 deve elevar os gastos públicos em aproximadamente R$ 43 bilhões.
Em síntese, o salário mínimo de R$ 1.621 já vale para todos os pagamentos do mês de janeiro de 2026. Em outras palavras, trabalhadores e beneficiários verão o valor integral em seus rendimentos a partir de fevereiro.


